Previna-se

A indústria dos pesticidas tem sido o maior inimigo da nossa saúde, da água, da terra e do planeta. O advento da agricultura moderna, e consequentes avanços tecnológicos e aumentos de produtividade, resultou em acréscimos, exponenciais de rendimentos. Contudo tudo isto teve um preço que só anos depois se começou a consciencializar: contaminação do solo, da água e dos alimentos, envenenamentos acidentais por pesticidas consecutivos, efeitos na saúde humana que ainda agora começam a ser conhecidos, como por exemplo doenças cancerígenas, entre outras.

Existem ainda incertezas em relação ao consumo de alimentos de agricultura biológica no que respeita à prevenção do cancro. A única certeza que temos é que consumir vegetais reduz o risco de cancro, independentemente de estes serem de origem biológica ou convencional.

Contudo, diversos estudos sugerem que os alimentos biológicos possuem mais antioxidantes, fitoquímicos, claramente menos pesticidas, menor teor de nitratos e ausência absoluta de organismos geneticamente modificados, elementos essenciais na prevenção do cancro.

Os anti-oxidantes são muito importantes na alimentação humana, uma vez que capturam os radicais livres, moléculas que destroem os nossos tecidos, conduzindo a doenças degenerativas. São indispensáveis na prevenção do cancro, doenças cardio-vasculares, cataratas, etc. Os mais comuns são o beta-caroteno, a vitamina C, a vitamina E, os flavonóides, o licopeno e a luteína. As melhores fontes são os produtos vegetais.

Fitoquímicos são substâncias, muitas delas com propriedades quimiopreventivas. São produzidas pelas plantas para se protegerem das agressões externas do meio ambiente (radiação, fungos, parasitas, etc.). Assim sendo, é de se esperar que num ambiente, em que não existe o auxílio por pesticidas, as plantas sejam forçadas a produzir mais destas moléculas, aumentando assim a sua concentração.

Os produtos de agricultura convencional têm 4 vezes mais pesticidas do que os biológicos e concentrações superiores de cádmio, o que poderá aumentar o risco de alguns cancros como o da mama. Embora as evidências sejam uma realidade é muito difícil definir um limite de segurança para a exposição a estes químicos, contudo sabemos que o limite máximo de resíduos, ou seja, o teor de resíduos que é tolerado por lei nos alimentos ou na água, não tem em conta três fatores muito importantes:

  • Certos pesticidas, que mimetizam a ação de hormonas chamados disruptores endócrinos, têm uma ação mais forte a pequenas concentrações do que a concentrações elevadas. Têm sido associados a problemas de infertilidade e cancros nos órgãos reprodutores.
  • Os pesticidas são suscetíveis de bioacumulação nos tecidos adiposos de mamíferos, incluindo no ser humano
  • Combinações de vários pesticidas diferentes podem ter um efeito sinérgico, potenciando mutuamente a sua atividade.

Nitratos
Quando ingerimos alimentos com excesso de nitratos, estes convertem-se, no estômago, em nitritos e combinam-se com outras moléculas dando origem a nitrosaminas. Estes produtos são cancerígenos, mutagénicos (provocam mutações genéticas) e teratogénicos (provocam deformações nos fetos). O excesso de nitratos está fortemente associado ao uso de adubos azotados de síntese, em agricultura convencional. Estes adubos, por outro lado, são facilmente lixiviados, poluindo as águas subterrâneas.

Organismos Geneticamente Modificados (OGM’s)
Os OGM’s apresentam possibilidades de desenvolvimento de novos agentes causadores de alergias e de novas toxinas. As alergias constituem já um risco alimentar, que tem vindo a aumentar e pode causar a morte. A criação ou agravamento deste problema é um dos riscos mais evidentes da alimentação “transgénica”. As alergias são, com efeito, causadas por proteínas e frequentemente por aquelas que estão implicadas na defesa das plantas contra pragas e doenças. Ora a resistência das plantas a pragas e doenças é um dos caracteres mais frequentemente introduzido nas plantas geneticamente modificadas.

O facto de os produtos de agricultura biológica terem maior concentração de fenóis, maior atividade antioxidante e menor concentração de pesticidas e nitratos, bem como a proibição da utilização de organismos geneticamente modificados representa uma vantagem para a saúde com impacto positivo na prevenção do cancro

Embora a exposição a substâncias tóxicas seja de preocupação para todas as idades, torna-se mais preocupante em crianças, as quais são mais vulneráveis aos seus efeitos. Os problemas pediátricos que têm sido associados à exposição a substâncias ambientais tóxicas evitáveis incluem o cancro, asma, envenenamento por chumbo, distúrbios neuro comportamentais, dificuldades de aprendizagem e de desenvolvimento e defeitos de nascimento.

Torna-se premente prevenir a exposição a múltiplas toxinas em crianças pequenas no sentido de diminuir o seu risco de cancro. Proteja o seu (s) tesouro (s) mais precioso (os)!

Morada

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